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Dia Nacional da Ciência e da Cultura 🧬



O Dia Nacional da Ciência e da Cultura têm como objetivo estimular o conhecimento científico e as expressões culturais em todo o país! 🧬


E não tem como apoiar o conhecimento científico sem prestigiar quem o produz: Os Cientistas! Hoje vamos entrevistar a Dra. Letusa Albrecht, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Vale do Itajaí e com doutorado em Ciências (Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro) pela Universidade de São Paulo.


1) Dra. Letusa, quando surgiu o seu interesse pela Ciência? Nos conte um pouquinho sobre quais caminhos a levaram até onde está hoje.


Meu interesse por ciência existe desde que me conheço por gente Quando eu era criança, eu estava sempre fazendo os meus próprios experimentos. Escolhi fazer a faculdade de biologia com ênfase em Biotecnologia, pois acredito que essa é a melhor opção para se fazer ciência.


Lembro que, quando entrei para a faculdade, queria muito trabalhar com vacinas. Quando finalizei a faculdade, ingressei no doutorado na USP, onde pesquisei sobre malária. No meu doutorado, buscávamos entender a variabilidade de uma proteína de superfície que acreditávamos que poderia ser a base de uma vacina contra os casos graves de malária.


Na sequência, fui para o exterior, onde fiquei por pouco mais de três anos no Instituto Karolinska, na Suécia, onde fiz um pós-doutorado, ainda em malária, buscando entender a patogenia da doença. Hoje sou pesquisadora no Instituto Carlos Chagas (FIOCRUZ-PARANÁ) e uma das minhas linhas de pesquisas é em malária, na busca por bons candidatos vacinais.


2) Quais são as suas principais áreas de pesquisa e interesse atualmente? E como é trabalhar como pesquisadora no Brasil?


Trabalho com parasitos Apicomplexas, o Plasmodium spp., causador da malária e o Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose. No nosso laboratório buscamos entender como esses parasitos se relacionam com o hospedeiro (com foco no endotélio) e buscamos formas de combater a doença causada por esses parasitos.


Buscamos por antígenos que possam ser bons candidatos vacinais e marcadores de infecção. Dentro do contexto da pandemia, iniciamos um trabalho com SARS-CoV-2 onde queremos entender como as proteínas virais interagem com o endotélio.

Fazer ciência no Brasil é um grande desafio. Estamos em uma luta constante para conseguir financiamento e agilidade para conseguir insumos.


3) É fato que os avanços científicos e tecnológicos influenciam na cultura de determinada região e muitas vezes até no mundo inteiro, como novos aparelhos eletrônicos, novas vacinas, novos tratamentos, etc. Qual o avanço científico que você acredita que mais impactou a forma de viver das pessoas?


Temos muitos avanços importantes na ciência, em todas as áreas. Na saúde pública, para mim, as vacinas são o que mais impactaram na vida humana. Hoje, é possível prevenir um grande número de doenças graves, graças a vacinação.


4) Considerando o cenário científico atual – com a pandemia, as pesquisas sobre o COVID-19 e a corrida por uma vacina – qual é a sua opinião sobre como a equipe de cientistas brasileiros estão se saindo?


Os cientistas brasileiros estão fazendo um trabalho lindo. Temos pesquisadores das mais diversas áreas se dedicando a entender melhor a COVID-19 e maneiras de como combater a doença. Estamos vivendo uma época de muita cooperação entre os cientistas. Existem várias vacinas sendo testadas no mundo inteiro e, com o empenho de todos os pesquisadores, tenho confiança de que em breve teremos a solução para a COVID-19.


A Exxtend agradece imensamente a participação da Dra. Letusa Albrecht neste dia tão especial! E nós, como empresa que tem a Ciência em seu DNA, continuaremos a apoiar a Pesquisa Nacional! 🧬


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